Fazer molho de tomate não é tão simples quanto parece. Cansei de comer macarrão com molho extremamente ácido, e esta falha em restaurantes é imperdoável. E acontece mais frequentemente do que imaginamos.
Aproveitando os finais de semana saindo pouco de casa, resolvi seguir diversas dicas e fazer um panelão de molho de tomate para congelar.
Não há uma receita propriamente dita, mas vou tentar reproduzir o que fiz e que, modéstia à parte, ficou muito bom. Se disser que eu comprei pronto, quem comer acredita.
Juntei os seguintes ingredientes (quantidades estimadas, não muto exatas): 4 latas de tomate pelado italiano, uma colher de sopa de alho bem picado, duas cebolas roxas picadas, 4 talos de salsão picados, uma cenoura ralada, uma colher de sopa de salsinha picada, uma colher de sopa de cebolinha picada, uma colher de sopa de orégano, um maço de manjericão (de folhas pequenas) sem os talos mais grossos, sal, pimenta moída, azeite e uma colher de sopa de manteiga.
Comecei aquecendo o azeite e a manteiga numa panela funda. Assim que a manteiga derretou, comecei a refogar a cebola. Quando a cebola começou a ficar transparente, adicionei o alho. Precisa ficar atento para o alho não queimar. E eu gosto de cozinhar com fogo alto, um perigo! Assim que o alho dourou e o aroma dele com a cebola passou a dominar o ar, adicionei os tomates, que tinha picado levemente antes. Deixei refogar um pouco e adicionei o manjericão, o salsão, a cenoura, a salsinha, a cebolinha e o orégano. Coloquei uns 3 copos de água e deixei ferver.
Assim que ferveu, baixei o fogo, coloquei mais água e deixei cozinhando em fogo baixo por umas duas horas. Já era tarde e resolvi desligar o fogo para continuar no dia seguinte. Primeira coisa: bati tudo no liquidificador. Estava bem aguado. Era hora de apurar. Coloquei mais água e deixei no fogo baixo até reduzir bastante e engrossar, sem você perceber uma fina camada de água na superfície.
Durante o cozimento, corrigi sal e pimenta e fui verificando a acidez. Já ouvi dizer que a cenoura ajuda a eliminar a acidez, mas também já ouvi dizer que o cozimento prolongado é que faz isso. No fim, usei cenoura e o cozimento prolongado, provando sempre. Resultado final aprovado pela Naninha e por mim. Congelei vários potinhos em porções calculadas. Acho que temos molho para umas 8 refeições.
Nunca esquecer de um bom parmesão ralado e do pão italiano, de preferência, da padaria São Domingos, na Bela Vista, no centro de SP.
Fim de semana chegando, já comecei a pensar no que faria para me divertir na cozinha novamente. Perguntei à mãe se ela gostaria de comer um hambúrguer feito em casa e ela gostou da idéia.
Durante a semana, pesquisei em vários sites e fui descobrindo várias receitas. Acabei optando em seguir a lógica de uma delas, e usei três carnes para fazer meus hambúrgueres: picanha (50%), acém (25%) e coxão duro (25%). Ficou muito bom, mas da próxima vez eu vou trocar o coxão duro pela fraldinha, acho que o sabor vai melhorar ainda mais.
O preparo foi muito simples. Comprei as carnes no açougue de um supermercado: picanhas em bife, coxão duro em bife, apenas o acém não estava cortado e precisei dar uma limpada também. Só deixei a gordura da lateral da picanha e do coxão duro, seguindo outra dica: 80% de carne e 20% de gordura, mas acho que não cheguei a tanta gordura. Processei tudo junto e pronto. Tempero, só na frigideira: sal e pimenta moída. Carne grelhada na manteiga. Queijo prato em cima da carne, derretido no vapor, bastando tampar e jogar um pouco de água na panela.
Montei três sanduíches com pão de hambúrguer, tomate caqui, alface e maionese. Ficaram muito bons, mas acho que fiz hambúrgueres muito altos.
E como acabei comprando mais ou menos 1,2kg de carne, sobrou bastante e ainda deu para congelar mais oito! Os primeiros quatroestão abaixo.
Agora que a mestre-cuca dona do blog está ocupadíssima com o herdeiro, voltei a brincar no fogão de forma praticamente diária. Nos finais de semana me divirto fazendo alguns pratos mais trabalhosos. Um deles eu vi na TV UOL na sexta-feira e resolvi fazer.
É um Escondidinho de carne seca, receita do restaurante de comida nordestina Mocotó, que apesar de ficar numa área praticamente residencial bem ao norte da cidade de São Paulo, e tem ambiente bem simples, quase um bar, virou point badalado, atraindo um público bem variado e de todas as regiões da cidade. O vídeo com a receita está aqui:
A receita é esta (fiz algumas trocas, assinaladas ao lado do que foi alterado):
1kg de mandioca cozida 250ml de leite 50g de manteiga 350g de requeijão 500g de carne-seca cozida e desfiada (usei aquele jerked beef de corte dianteiro, que vende em supermercados, para feijoada) 2 unidades de cebola roxa cortada em rodelas finas 50g de manteiga de garrafa (acabei usando a normal mesmo) 50g de queijo de coalho ralado (usei aqueles de espetinho para churrasco) Sal e pimenta branca a gosto
*Baseado no vídeo, incluí salsão, mas usei apenas uma cebola, pois a carne que usei rendeu pouco, havia muita gordura. Dispensei as pimentas Dedo de Moça e Biquinho a pedido da Naninha.
Preparo: Amasse a mandioca com um espremedor de batatas e retire os talos; Junte o leite aos poucos até ter um purê firme; Finalize com a manteiga, pimenta branca e o sal. Reserve. Puxe a carne seca com a manteiga de garrafa e a cebola roxa. Reserve. (usei as instruções da embalagem do jerked beef para dessalgar - 2 horas em uma vasilha com água e 20 minutos de fervura)
Montagem e Finalização: Espalhe uma camada fina de purê no fundo de uma assadeira; Distribua o recheio de carne seca uniformemente; Cubra com o requeijão e por cima o restante do purê; Finalize com o queijo de coalho ralado e asse a 200º até dourar.
Segui as instruções, muito claras e simples, e ficou muito bom. Segue uma fotinho para mostrar o resultado: